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Aula de 26/02/2002 - Profº Luiz Antonio Ferreira - Língua Portuguesa

Por Marcio Menezes

AS ADEQUAÇÕES DO DISCURSO

·        É importante saber que o discurso depende do contexto, é preciso adequar o uso da língua ao contexto discursivo.  Não se utiliza, por exemplo, a norma padrão na feira livre, no campo de futebol, assim como, não é aconselhado utilizar a forma não padrão dentro de uma conferência de medicina.

Costuma se considerar “português padrão” aquele que é utilizado nas regiões de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, pois a função econômica define onde se fala bem.  Outrora, o português considerado padrão era o da região do Maranhão quando, essa região possuía destaque econômico e político.
O que é língua materna?

É a língua que se aprende no seio familiar, o indivíduo pode nascer no Brasil, ser criado no Brasil, mas em casa os pais e irmãos se comunicarem em italiano, sua língua materna, embora no Brasil, será o italiano.

 

         Toda língua muda e varia, pois a língua não é estática, existe um processo dinâmico, uma mudança contínua, lenta e gradual.

         A língua muda por fatores:

Internos a ela;
Externos a ela;
Sociais;
Políticos;
Nos planos da fonética (sons);
No léxico (significação);
Na morfologia (gênero, por exemplo);
Na sintaxe (embora pouco).

Ex: “Bárbaros” significa “povos estrangeiros”, com o passar do tempo, passou a se usar essa palavra como sinônimo de maravilhoso, belo...  Houve uma mudança em nível semântico.

Vamos comparar o Português Padrão com o Português Não Padrão.

Não padrão

Natural
Transmitida
Funcional 
Inovadora
Tradição Oral
Estigmatizado
Marginal
Tendências Livres
Falado pelas classes dominarias

Padrão

Artificial
Adquirida
Redundante
Conservadora
Tradição escrita
Prestigiado
Oficial
Tendências Refreadas
 
Falado e escrito pelas classes dominantes

Como já percebemos, a língua sofre alterações, prova disto é o texto “Leenda do Rei Lear”, escrito no século XIII ou XIV em um português um pouco “difícil” de ser interpretado.

         Vamos atualiza-lo:

         O rei não teve filho, mas teve três filhas muito formosas.  Um dia, ele as chamou e perguntou qual delas o amava mais.

         A maior disse que não havia outra coisa no mundo que ela amasse como a ele.  A outra disse que o amava como amava a si mesma.  A terceira disse que o amava como uma filha deveria amar a um pai.

         Ele não gostou da resposta e por isso não quis lhe dar parte do reino.

         Casou a filha maior com o duque de Cornoalha, casou a outra com o Rei da Escócia e não cuidou da menor.  Porém ela, por sua própria sorte, casou-se melhor que as outras.  Apaixonou-se por ela o rei da França e tomou-a como esposa.

         Depois, seu pai já velho, teve as terras tomadas pelos genros e ele, derrotado, teve que pedir ajuda a filha menor e ao rei da França que, cuidaram dele desde então, até o dia da sua morte.

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